
A PROPOSTA
Quando foi que transformaram o culto ao Sagrado Feminino em um movimento raso de apropriação cultural e falta de consciência de classe e de raça, reduzindo a mulher ao útero, à maternidade e ao cuidado?
Quando foi que transformaram o feminismo em sinônimo de conservadorismo, defendendo ideias retrógradas como "homem provedor", "mulher de valor", exigências de que o homem pague a conta, e a mulher seja um mero troféu?
A resposta para essas duas perguntas é a mesma: a colonização do pensamento segue em curso, em todo o hemisfério ocidental, há mais de 500 anos.
O moralismo cristão, com suas terríveis ameaças de sofrimento eterno, interrompeu e manchou a história de centenas de povos das Américas, da África e da própria Europa.
Mas chegou a hora de resgatar a voz das nossas ancestrais.
Aquelas que viviam em comunidades onde não havia superioridade masculina. Que tomavam as próprias decisões sobre seus corpos, seus úteros e seu prazer. Que não temiam qualquer punição por estarem, simplesmente, vivas.
Chegou a hora de ouvir novamente o chamado das Deusas.
Daquelas que representam feminilidade e beleza, daquelas que vão à guerra
e aniquilam implacavelmente o inimigo.
Daquelas que forjam as armas do combate e arquitetam estratégia,
daquelas que inspiram a música e a poesia sobre dores e glórias.
Daquelas que são virgens, daquelas que são mães, daquelas que são amantes.
Para quem é o Sagrado Coletivo

mulheres e pessoas não-binárias que se interessam por maneiras não-cristãs de pensar espiritualidade e conexão ancestral

pessoas de esquerda, pró-aborto e a favor dos direitos das trabalhadoras sexuais, em busca de um espaço livre de moralismos

pessoas dispostas a repensar e desconstruir as monoculturas: monoteísmo, monossexualidade e monogamia
A BASE
que sustenta o Coletivo
Bruxaria natural
Panteísmo é a palavra-chave aqui: a Divindade está em toda parte. Buscamos um caminho espiritual e religioso que parte da conexão com a Terra ao nosso redor. Sem dogmas, sem proibições, sem um deus vingativo e distante lá no céu. Em vez disso, o (re)encontro do divino no cotidiano, superando a falsa separação entre sagrado e mundano.
Filosofia feminista
As Ciências Humanas e Sociais vêm aprofundando o que se entende por representar papéis de gênero em uma sociedade em constante transformação. Pensar o papel da mulher exige considerar os mais recentes estudos de gênero, abolindo o conservadorismo que reduz a mulher a um conjunto de órgãos reprodutores. Lembrete: toda LGBTfobia é crime.

Do que você precisa hoje?
A FUNDADORA
Muito prazer! Eu sou Marina Grilli. Mulher cis, branca, nascida na periferia paulistana. Cresci sem receber muito cuidado e me refugiei nos estudos. Fui professora de inglês e de alemão, fiz mestrado e doutorado.
A busca espiritual sempre me acompanhou. Conheci a Bruxaria na adolescência, trabalhei na Umbanda durante 7 anos, me encantei pelo Xamanismo, e voltei para a Bruxaria. Descobri na força ancestral a família que sempre procurei.
Em algum momento da vida de pesquisadora, entrei em contato com o conceito de descolonização. E entendi que essa era a peça que faltava para unir todas as partes de mim: professora, bruxa, mulher brasileira.
A espiritualidade da mulher brasileira tem o poder de transformar para melhor essa sociedade "terrivelmente evangélica" em que estamos vivendo. Se você compreende a importância dessa busca, seja bem-vinda! Vamos construir juntas uma forma de caminhar na Terra e de sermos livres. Esse é o Sagrado Coletivo.





